Tecnologia

O 5G chegou! Conhece a resposta às dúvidas mais frequentes

A quinta geração de rede móvel já chegou! Conhece as respostas às questões mais frequentes sobre o 5G.

Patrícia Neves
10 de Dez de 2021
4 minutos de leitura

Índice

O 5G anda na ordem do dia principalmente depois das principais operadoras nacionais disponibilizarem a nova tecnologia aos seus clientes. Como sendo algo novo e, de certa forma, desconhecido, esta nova geração da rede móvel tem levantado algumas questões tanto ao nível da sua utilidade como em relação a potenciais danos na saúde humana. Conhece as respostas às dúvidas mais frequentes acerca do 5G e das alterações que esta trará na sociedade. Mas, antes, vamos perceber como é que chegámos aqui.

A evolução das redes móveis

Se a nova rede é o 5G, isso significa que antes desta houve outras quatro. A tecnologia sem fios teve início com a 1G, na década de oitenta, altura em que os telemóveis permitiam apenas fazer chamadas de voz. A evolução para o 2G trouxe as mensagens entre dispositivos, tanto SMS como MMS e foi nesta altura que surgiu também o primeiro iPhone.

Mais tarde, chegou o 3G e com ele os e-mails e o acesso à internet a partir dos smartphones e, finalmente o 4G, a rede móvel mais usada atualmente. Com o 4G tornou-se possível o streaming de vídeo e a informação em tempo real, devido às grandes melhorias na velocidade de download e de upload. O LTE (do inglês “long term evolution”), tornou a tecnologia 4G ainda mais rápida. Prontos para conhecer o 5G?

O que é o 5G?

5G significa Quinta Geração e diz respeito à quinta geração da rede de comunicações móveis. Vem, portanto, substituir a rede atual, 4G LTE. Cada nova geração chega com todo um conjunto de novos casos de usos, pensados para responder às necessidades futuras da sociedade. O 5G traz maiores velocidades (até 10x superior ao 4G), menor latência e, maior conectividade, potenciada por uma maior densidade de equipamentos por km2 e por uma rede mais robusta e resiliente.

Que benefícios traz a nova geração de rede móvel?

Em primeiro lugar, é preciso frisar que a evolução para o 5G é ela própria uma necessidade. Atualmente há quase 6,5 mil milhões de dispositivos conectados (desde smartphones, computadores, tablets, dispositivos de segurança, sensores de veículos, casas inteligentes, etc) e estes requerem cada vez mais velocidade e maior capacidade de download e de upload.

Começando pela velocidade, numa primeira fase, com os serviços do tipo (Evolved) Mobile Broadband, vamos contar com velocidades máximas acima de 1 Gigabit por segundo. Isto significa fazer download de um filme em 25 segundos, deixar de ter redes congestionadas, com menor tempo de resposta e, num futuro não tão distante assim, a chegada dos carros autónomos.  Além disso, o 5G possibilita uma maior conectividade de pessoas, máquinas e dispositivos do dia a dia, tornando as cidades e as casas mais inteligentes, seguras e eficientes.

No campo profissional, mais velocidade e menor latência vão aumentar a capacidade produtiva e originar maior mobilidade das equipas, permitindo acesso a cloud e servidores/aplicações internas em todo o lado e com uma experiência similar à rede fixa.

Existem riscos para a saúde?

De acordo com a ANACOM, os limites de exposição a ondas de rádio seguem as indicações da International Commission on Non-Ionizing Radiation Protection (ICNIRP), uma entidade reconhecida pela Organização Mundial de Saúde. Esta entidade expecificou limitações até à dezena de GHz, pelo que as implementações 5G nas faixas dos 700MHz e 3.5GHz estão incluídas nas recomendações atualmente existentes.

Até ao momento, de acordo com os estudos que têm vindo a ser realizados, não existem provas que indiquem que o 5G traz riscos para a saúde, quando a exposição aos campos eletromagnéticos se mantiver abaixo dos limites estabelecidos pela ICNIRP.

Ainda assim, a implementação de uma nova tecnologia pode trazer sempre riscos e, por isso, as entidades reguladoras estão continuamente empenhadas em identificá-los e controlá-los.

5G já chegou (finalmente) a Portugal!

O objetivo inicial da ANACOM era que em 2020 se dessem os primeiros passos da implementação da tecnologia em Portugal, mas a pandemia veio atrasar os planos. O 5G só agora (final de 2021) começa a ficar disponível para os utilizadores e ainda num número limitado de operadoras.

Para facilitar o acesso à informação foi criado o Portal 5G, para que todos (cidadãos, empresas, academias, municípios, entre outros) possam ter acesso à informação e conhecimento sobre as características e potencialidades desta nova geração de redes móveis, bem como a evolução da implementação desta tecnologia em Portugal.

Ainda assim, quando o 5G estiver disponível em todas as operadoras no nosso país, é necessário possuir um smartphone compatível com esta rede, como o iPhone 13, o Samsung Galaxy S21 ou o OnePlus 9.

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