Crónica

A nova Meta de Zuckerberg

Crónica semanal de Tecnologia. Aos sábados, às 12h.

Marcus Mendes
30 de Out de 2021
2 minutos de leitura

Na última quinta-feira, durante a abertura da conferência Connect deste ano, o Facebook anunciou que está a mudar o nome para Meta. A mudança, de acordo com Mark Zuckerberg, serve para refletir a visão de futuro da empresa, e seu Metaverse, e não mais o passado calcado em redes sociais e apps de comunicação.

É claro que não faltam por aí textos explorando o fato dessa mudança ser, na realidade, um grande teatro para desassociar as iniciativas da empresa do nome envenenado que o Facebook se tornou. E é claro, também, que você, caro leitor, já sabia disso antes mesmo de todos esses textos serem escritos.

Se a história da Alphabet nos mostra qualquer coisa, é o fato de que essa mudança dificilmente se tornará parte do léxico popular. Assim com todos se referem à Alphabet como Google até hoje, imagino que todos irão se referir à Meta como Facebook, independente do quanto a Meta force a nova marca nas telas de abertura das suas aplicações.

Mas esta crónica não é sobre a mudança de nome do Facebook. É sobre tudo o resto da mensagem que o Facebook passou durante o evento. Durante a apresentação dos conceitos do Metaverso, apresentada quase integralmente por Mark Zuckerberg, a mensagem alternou entre uma agressiva defesa de que todas as tecnologias atuais estão fadadas à extinção, e uma utópica promessa de que o próximo capítulo dessa história será escrito pela Meta com a ajuda da humanidade.

O que a empresa apresentou por aproximadamente uma hora e meia foi uma coleção difusa de conceitos tecnológicos que podem, de fato, tornar-se realidade em 5, 10, 15, 20, 50 anos. Mas mais do que isso, a empresa tentou transformar o seu principal fracasso (o fato de ter perdido completamente a onda dos dispositivos móveis) numa oportunidade.

Ao adotar a estratégia de Doc Brown e dizer que “Telemóveis? Para onde vamos, não precisamos de telemóveis!”, o Facebook – digo, a Meta, mostra que não poupará esforços para deixar de depender completamente do duopólio Android/iOS do qual a empresa depende integralmente para existir. Mais do que isso, o anúncio serviu como uma franca declaração de guerra a todo o resto do mercado de tecnologia, alicerçada por uma visão de futuro que, francamente, não pareceu nenhuma novidade a quem já jogou The Sims.

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