Tecnologia

Apple poderá dar ao iPhone a capacidade de detetar sinais de depressão

A Apple leva muito a sério a saúde do utilizador e a saúde mental será mais uma área a estudar.

Eduardo Silva
28 de Set de 2021
2 minutos de leitura

A saúde mental é um tema que cada vez mais desperta o interesse da sociedade, pela forma como ao longo das décadas tem sido, por vezes, menosprezada por grande parte da população. A Apple continua a sua missão de dar aos seus clientes as ferramentas necessárias para se manterem informados sobre a saúde do seu corpo, estando alegadamente a trabalhar numa tecnologia de deteção do estado de saúde mental que poderá ser integrado no Apple Watch e no iPhone.

Segundo fontes próximas da empresa de Cupertino, as equipas de desenvolvimento estão a trabalhar num sistema capaz de detetar sinais de depressão, autismo e declínio cognitivo dos utilizadores.

Estes trabalhos estão associados ao projeto conhecido internamente como "Seabreeze", que tem envolvido trabalhos de pesquisa em torno do diagnóstico de sintomas de depressão e ansiedade, numa colaboração com a Universidade da Califórnia.

Apple Watch user
Photo by Luke Chesser / Unsplash

O projeto "Seabreeze" começou, numa primeira fase, pela recolha de dados de 150 utilizadores através dos seus Apple Watch e iPhone, sendo que a próxima fase vai abranger um maior número de participantes no estudo, que passa a abranger 3,000 pessoas.

Entre as informações recolhidas, destaca-se a velocidade de escrita no teclado e o tipo de conteúdo, as expressões faciais feitas em frente ao iPhone e até a voz. Já através do Apple Watch, são recolhidos dados relativos aos padrões de sono, movimentos e saúde em geral.

Este estudo, como já mencionado acima, tem como objetivo desenvolver um algoritmo capaz de detetar depressão, autismo ou outros problemas mentais que o utilizador possa apresentar. Caso a Apple seja bem sucedida na sua pesquisa e desenvolvimento, esta funcionalidade poderá ser especialmente útil para encaminhar os utilizadores para especialistas capazes de fazer uma avaliação profissional.

Há várias barreiras que podem impedir a aplicação deste tipo de tecnologia

Uma das principais preocupações relativas à utilização deste tipo de tecnologia é a proteção dos dados do utilizador. Para fazer o diagnóstico, tanto o Apple Watch como o iPhone necessitam de recorrer a informações pessoais e acompanhar o dia a dia do utilizador com dados privados. Esta informação ultrassensível pode colocar várias barreiras à sua chegada ao público, apesar dos potenciais benefícios associados.

A Apple mantém, no entanto, outros projetos, que se focam no declínio cognitivo dos utilizadores. Um deles é o projeto "Pi", levado a cabo em colaboração com a farmacêutica Biogen e que terá a duração de dois anos, onde serão recolhidos dados de 20,000 participantes, sendo que metade terá um risco elevado de sofrer de deficiências cognitivas.

Um terceiro projeto explora também sinais de autismo nos utilizadores, mas abrangendo faixas etárias mais jovens. Este projeto, desenvolvido em colaboração com a Universidade de Duke, recolhe informações através das câmaras do iPhone para perceber a forma como as crianças mantêm o foco e a concentração.

Os resultados destes três estudos serão comparados com estudos de entidades especializadas para aferir a sua legitimidade. Apesar da aposta ser atual, não foram avançadas perspetivas quanto à chegada deste tipo de tecnologia aos dispositivos Apple.

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