Automóveis

E se controlássemos funções de um carro com a mente? A Mercedes está a trabalhar nisso

Usar a mente para mudar de música no sistema de som do carro está cada vez mais próximo da realidade.

Eduardo Silva
19 de Set de 2021
2 minutos de leitura
Tecnologia
Photo by Victor Sutty / Unsplash

Não deve ser novidade para ninguém que os automóveis que vemos nas estradas são cada vez mais inteligentes. Sistemas de assistência ao estacionamento e à condução são cada vez mais comuns em cada veículo, tornando-se até um ponto atrativo para cada marca e que permite ganhar vantagem sobre a concorrência (veja-se o exemplo do Autopilot da Tesla, atualmente o sistema de condução semiautónomo mais avançado no mercado).

O próprio interior dos veículos está cada vez mais apetrechado com tecnologia que nos permite controlar todas as funcionalidades à nossa disposição, seja para ajustar a suspensão, seja para mudar o ar condicionado. Não é incomum aliás encontrar ecrãs com sistemas que poderiam perfeitamente servir de tablets no nosso dia-a-dia, já que estes sistemas de infoentretenimento são cada vez mais ricos e conseguem dar ao condutor e passageiros cada vez mais informação.

Nesse sentido, são várias as formas de navegar nestes sistemas. As mais comuns serão os botões no guiador e também o uso dos ecrãs táteis. No entanto, algumas empresas têm apostado nos controlos de voz e na deteção de gestos, o que aumenta ainda mais a complexidade dos sistemas instalados nos automóveis.

Pois bem, a Mercedes quer dar um passo em frente quanto à sua oferta para o mercado automóvel e no IAA Munique 2021 colocou em exposição o seu protótipo Merdeces-Benz Vision AVTR, munido com tecnologia que permite ao condutor e aos passageiros ordenarem tarefas ao sistema de infoentretenimento apenas utilizando... a mente.

Imagem: Mercedes-Benz

O conceito é muito simples: o utilizador apenas terá de concentrar as suas atenções para uma determinada tarefa e deixar os computadores fazerem o resto do trabalho. Para tal, a Mercedes diz que será necessária a utilização de uma brain-computer interface (BCI), que basicamente se traduz num aparelho colocado como um capacete na nossa cabeça e que consegue ler e interpretar a nossa atividade cerebral, de modo a executar as tarefas desejadas.

A Mercedes garante que apenas será necessário utilizar o aparelho durante um minuto até este se calibrar. Após estar tudo pronto, o utilizador deve concentrar atenções no painel de instrumentos digital, pensando no que quererá alterar (por exemplo, aumentar a temperatura no ar condicionado) e aguardando que o sistema interprete os seus pensamentos.

Segundo a Mercedes, o BCI mede com precisão o foco da pessoa em determinada coisa, sendo que quanto maior a concentração, mais facilmente será para o aparelho fazer a leitura da função pretendida. Aqui será de se colocar algumas questões, já que, por exemplo, o condutor deve manter-se concentrado na estrada e não em olhar para o painel digital para mudar de estação de rádio...

Nesse sentido, é a própria Mercedes que admite que esta tecnologia está ainda longe de chegar aos mercados. No entanto, afirma que isto já não se trata de ficção cientifica, pelo que estamos cada vez mais próximos de utilizar apenas pensamentos para controlarmos os nossos carros e toda a sua tecnologia.

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