Cinema e TV

Há Alguém em tua Casa — Trancar a porta de casa é regra de ouro

Será Há Alguém em Tua Casa um terror digno?

Ricardo Sousa
30 de Out de 2021
2 minutos de leitura

Com a chegada do Halloween dentro de uma semana, é normal que toda a atenção esteja centrada em querer desvendar e demonstrar o gosto peculiar e macabro que muitos de nós temos, na tentativa de suscitar o “demónio interior” que temos dentro de nós.

Com a chegada iminente do Halloween, parece adequado começar a divulgar e criticar os tão esperados filmes de terror — velhos e novos. Foi a pensar nisso que decidi começar com algo mas soft.

Com a Netflix a ter conquistado o mercado de teen slashers com a recente trilogia Fear Street, o agora There’s Someone Inside Your House — Há Alguém em tua Casa, segue as pisadas e, como tal, baseia-se num livro popular da autoria de Stephanie Perkins. O novo filme é um assassino bem-humorado e um tanto autoconsciente com uma veia perversa, resultando em algumas mortes surpreendentemente sangrentas e bastante interessantes.

O filme em si é o básico ABC de filmes de terror em que a protagonista, Makani Young (retrada pela Sydney Park) decide mudar de casa na expectativa de enterrar um segredo terrível do seu passado, e vai viver com a avó, na tentativa de que isto realmente aconteça. Mas, como todos sabemos, em todos os filmes de terror, o passado não gosta de ficar enterrado e muito menos os segredos obscuros das personagens.

Tirando o facto de que o filme é previsível, quem estiver atento vai rapidamente desvendar o fim nos primeiros 5 minutos.  Há Alguém em tua Casa tem muitas personagens interessantes, muitos segredos e até mesmo um assassino único que até agora nunca foi realmente explorado. Todavia, e à luz do que se tem feito, teria funcionado melhor como uma pequena série visto que muitas séries como Slasher ou The Sinner funcionaram bem deste modo.

Explorando a sua classificação, apesar de ser considerado um filme de terror, tem um humor clássico de boa vontade e uma perspetiva em tom de sátira do habitual subversão de slashers que temos vindo a descobrir. Com isto, não esperes de forma alguma um tom parecido a Scream porque não vais ter, mas podes dar crédito ao diretor Patrick Brice pelos valentes sustos e breves palpitações, visto que é também o diretor do famoso Creep e Creep 2

No fim do dia, acaba por ser um filme engraçado de se ver e uma bela forma de começar a estação dos sustos. Mas será um filme que fique na memória? Duvido. Mas também quem sou eu para decidir o que vos assusta ou não? Vejam por vocês mesmo. Tirem as vossas próprias conclusões e perguntem-se: “Fechei ou não fechei a porta de casa?”

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