Ciência

Novos ecrãs OLED prometem o dobro de autonomia

Descobre o que promete esta nova tecnologia

Diogo Simões
25 de Out de 2021
2 minutos de leitura
Tecnologia
Photo by Taan Huyn / Unsplash

Os ecrãs OLED estão presentes na grande maioria dos nossos smartphones e, para os que têm a possibilidade, nas mias recentes televisões 4K. Todavia, no que toda a smartphones, existem dois fatores de extrema importância e que impactam o nosso usufruto do ecrã e, claro, das funcionalidades do nosso smartphone. De que falo? Simples: do tamanho dos equipamentos e, consequentemente, das baterias que os alimentam.

Conheces as vantagens de um ecrã OLED?
LCD, IPS, OLED, AMOLED. Os tipos de ecrã são vários, mas conheces a vantagem de utilizar um smartphone de ecrã OLED?

O carregamento rápido é uma das soluções encontradas pelas marcas, assim como a oferta que começou por ser primeiramente disponibilizada pela Samsung e agora se encontra em produtos da Apple, como os ecrãs OLED LTPO (os que atualizam de forma dinâmica as suas taxas de atualização). Porém, isto não se torna suficiente quando os equipamentos, ano após ano, ganham mais recursos.

Qual a solução?

Com o foco na redução de consumo de energia e de ultrapassar a barreira dos 600 píxeis por polegadas que resulta da atual limitação dos ecrãs, a resolução passa por saber contornar estes problemas. Situação que acontece pelo modelo de fabrico atual que, ao ter píxeis tão concentrados, limita a emissão de luz por parte dos mesmos, afetando a propagação da luz e, consequentemente, a projeção da mesma nos nossos ecrãs.

Assim, o professor Chang-Hoon Hwang, da Universidade de Dankook na Coreia do Sul, descreveu um novo modelo que procura a evaporação vertical dos materiais orgânicos que dão nome ao painel OLED e que resolveria este problema. O estudado por este professor na sua pesquisa, somente disponível em coreano, é como se torna viável o desenvolvimento de este novo método de fabrico.

Tal seria possível pela limitação da evaporação, conhecido inclusive como efeito sombra. Assim, ao dobrar-se a área ativa presente nos ecrãs, assistimos à redução do consumo de bateria. Iria ainda possibilitar uma maior área de luz projetada por cada píxel e, claro, maiores concentrações destes para píxeis por polegada mais elevados. Algo que, naturalmente, levaria a maiores resoluções de ecrã.

Tudo isto é teórico. Contudo, uma vez que a investigação começou na Coreia do Sul, casa da Samsung e modelo que o professor usou como exemplo, torna-se possível de antever que, num espaço de 5 a 10 anos, consigamos ver este conceito passado à realidade e a ter equipamentos com maior longevidade.

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