Curiosidades

O que é, e como funciona, uma câmara periscópica?

Como funciona um sensor periscópico?

Diogo Simões
28 de Mai de 2021
3 minutos de leitura
Tecnologia

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Tem sido comum, ano após ano, vermos os topos de gamas de marcas como a Huawei, Oppo e Samsung, inovarem nos sensores dos seus equipamentos. E, quer estes sensores estejam presentes ou não em todos os topos de gama, a popularidade dos mesmos tem sido crescente.

periscópio
nome masculino: aparelho ótico usado nos submarinos, nos carros de assalto, nas trincheiras, etc., formado de um tubo munido de espelhos ou de prismas de reflexão total, destinado a dar imagens de objetos inacessíveis à visão direta do observador

É assim que a infopedia define este instrumento que, desde o lançamento do Huawei P30 Pro, ganhou toda uma outra dimensão e investimento pelas fabricantes de sensores de imagem (Sony e Samsung).

E como funciona nos nossos smartphones?

Este sensor, também conhecido por lente teleobjetiva, e que possibilita este zoom, é constituído pelo sensor e por um conjunto de lentes colocadas perpendicularmente ao telemóvel e que absorvem a luz captada pelo prisma. É este prisma, de formato retangular, que o utilizador vê.

O zoom funciona pela aproximação destas lentes ao sensor fotográfico, possibilitando que, por exemplo, seja possível chegar a valores de zoom ótico a 10x. Algo que se estreou no Huawei P40 Pro+ no ano passado e que, este ano, chegou pela vez à Samsung, no S21 Ultra.

Fonte: Huawei (Divulgação)

Visto que esta aproximação ao objeto que queremos fotografar advém de um mecanismo interno, o zoom existente é ótico. Todavia, isto só acontece no máximo da sua capacidade, já que o zoom é fixo. Isto é, mesmo que o utilizador queira fotografar, por exemplo, a 4x ao invés de 5x, o mesmo apesar de ser possível, acontece de forma digital. Isto permite obter assim níveis de zoom distintos entre sensores de 3x e de 10x (o mais comum: P40 Pro+ e S21 Ultra).

É só?

Detentor de um smartphone com câmara telefoto periscópica, a minha criatividade dispara a níveis elevados com o acesso a este sensor. Desde o fotografar a lua (já com a ajuda ao zoom digital e AI), quer a monumentos ou ação inesperada, uma lente periscópica e com o seu zoom final ótico, é um aliado fabuloso para qualquer amante de fotografia.

Fonte: Sony Xperia (Reprodução)

Todavia, como vos disse, não se torna possível usufruir de uma qualidade de imagem consistente neste sensor a 1x, 2x, 3x, 4x (no caso de um sensor de zoom ótico a 5x). A pensar neste entrave, a Sony desenvolveu um motor que consegue parar precisamente as diferentes lentes dentro deste túnel periscópico em dois momentos: a 3x e a 4.4x. Esta lente de zoom variável a 70mm e a 105mm desbloqueia a inovação neste segmento, possibilitando a que num futuro não muito distante, possamos ter um só sensor e módulo periscópico a fazer as vezes do 3x e do 10x, por exemplo. Algo que não acontece nas apostas de topo da Huawei e Samsung, que oferecem um sensor de zoom 3x e outro para o de longo alcance: 10x. Isto não só devolve espaço para outros componentes internos num smartphone (como a maiores baterias), como leva a que os próprios custos da fabricante sejam reduzidos.

Outro dos pontos que merece destaque é o software. Sendo comum a qualidade de imagem sofrer discrepâncias entre o sensor principal, o ultra grande-angular, e o de zoom, ter um só sensor fotográfico para o zoom de 3x e 10x (por exemplo), torna as coisas muito mais consistentes e poderá dar ao consumidor uma qualidade superior.

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