Ciência

ORCA: conhece a maior central funcional de captação de CO2

Fica a conhecer a maior central de captação de CO2

Daniel Gomes
30 de Set de 2021
2 minutos de leitura

Setembro trouxe-nos não só o outono mas também o início de atividade da maior central de captação de dióxido de carbono (CO2) da atmosfera. Com o nome de ORCA, a central sediada na Islândia tem a missão espantosa de extrair da atmosfera cerca de 4 mil toneladas de CO2 por ano, que posteriormente serão armazenados no subsolo.

A ORCA é uma central de captação de CO2 da atmosfera e posterior armazenamento. A mesma é composta por oito recipientes que empregam filtros e ventiladores capazes de extrair dióxido de carbono. O mesmo é posteriormente misturado com água e bombeado para o subsolo, onde lentamente se transformará em rocha. Para que este processo seja o mais enegeticamente eficiente possível, quer a captação quer o armazenamento são alimentados por energia renovável vinda de uma central geotérmica próxima da zona da central.

Para que o empreendimento pudesse ver a luz do dia, um esforço conjunto foi criado entre a Climeworks e a Carbfix. A Climeworks é uma startup suíça especializada na captura de CO2 diretamente da atmosfera. Por sua vez, a Carbfix é uma empresa islandesa com foco no armazenamento de carbono. O resultado final desta parceria ganha forma num empreendimento capaz de captar CO2 da atmosfera e armazená-lo no solo.

À data, a Agência Internacional de Energia (ou International Energy Agency, IEA) afirma que existem apenas 15 centrais de captação de CO2 em funcionamento. Na globalidade, estas são responsáveis pela captura de mais de 9 mil toneladas de dióxido de carbono por ano. A ORCA é a maior infraestrutura do género, sendo capaz de captar anualmente até 4 mil toneladas de CO2 diretamente da atmosfera, o que equivale às emissões produzidas por 790 carros no mesmo período de tempo.

A inauguração da central teve direito a um evento transmitido pelos canais digitais, que podes ver de seguida.

A construção de centrais deste género vem reforçar o combate mais que necessário às reduções das emissões de carbono a nível mundial. A captação de CO2 diretamente do ar é das poucas tecnologias viáveis pela comunidade científica para ajudar a reduzir os níveis de CO2 da atmosfera, intimamente relacionados com o aquecimento global. Só em 2020, os dados da IEA apontam para emissões globais de CO2 na ordem dos 31,5 biliões de toneladas.

Atualmente, a tecnologia por detrás da ORCA e das restantes centrais de captação de CO2 da atmosfera ainda é recente e cara. No entanto, dada a sua importância para o planeta e para a redução da pegada de carbono, os cientistas e investigadores acreditam que o seu custo baixará com o tempo à medida que mais empresas e consumidores procurem reduzir a sua pegada de carbono.

Numa nota positiva, existem já outras empresas que tencionam seguir os passos da Climeworks e apostar também nestas centrais, como é o caso da petrolífera norte americana Occidental. De acordo com a agência Reuters, a petrolífera estará a desenvolver a maior central de captação de CO2 existente, capaz de absorver até 1 milhão de toneladas de CO2 da atmosfera por ano.

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