Tecnologia

Pixel 6 e Pixel 6 Pro chegam no outono e vão estrear o Google Tensor

Os novos Pixel 6 e Pixel 6 Pro só chegam no outono, mas a Google já nos deixou de água na boca.

Eduardo Silva
2 de Ago de 2021
5 minutos de leitura

Índice

O verão de 2021 tem sido generoso no que toca a revelações sobre os novos Pixel 6 e Pixel 6 Pro, com vários detalhes a serem conhecidos, incluindo o seu design e o projeto da Google dedicado ao desenvolvimento de um processador próprio (projeto 'Whitechapel').

Após várias fugas de informação que nos têm dado a conhecer (ainda que de forma não oficial) o novo par de smartphones topo de gama Pixel, a própria Google decidiu avançar com uma preview que deixou o fãs de tecnologia com água na boca.

Os novos Pixel 6 a rodar o também novo Android 12.

A Google revelou esta segunda-feira (2 de agosto) vários pormenores sobre os novos Pixel 6 e Pixel 6 Pro, dando a conhecer na totalidade o design de ambos, bem como as suas opções de cor, não deixando de abordar um pouco o projeto 'Whitechapel', que terá como resultado o novo processador Google Tensor.

Pixel 6 e Pixel 6 Pro trazem linhas inspiradas num antepassado Nexus

O primeiro impacto causado pelas primeiras imagens partilhadas pela Google sobre os Pixel 6 e Pixel 6 Pro vão de encontro ao que vinha sendo divulgado por várias fontes.

Os novos Google Pixel 6 e Pixel 6 Pro.

Para a sexta geração Pixel, a Google vai abandonar o design simples e discreto do Pixel 5, procurando oferecer uma imagem bem mais irreverente e distinta daquilo que atualmente podemos encontrar no mercado tecnológico.

Assim, o grande destaque do design do novo duo vai, como é óbvio, para a traseira e para o módulo de câmaras que atravessa o painel em vidro, num desenho bastante futurista, mas que não deixa de dar a sensação de que a Google se inspirou num modelo muito querido dos fãs da gigante tecnológica: o Nexus 6P.

Para além do tamanho, ambas as versões do Pixel 6 distinguem-se também por pormenores na construção. Apesar de ambos possuírem painéis em vidro e estrutura em alumínio, os acabamentos distinguem-se entre si, havendo uma preferência por uma cor matte no Pixel 6, enquanto o Pro embarca num tom brilhante e mais chamativo.

Por outro lado, temos ecrãs que, naturalmente, se estendem o máximo possível às margens da parte frontal, sendo que no caso do Pixel 6 Pro verificam-se laterais curvas, enquanto na versão "regular" há uma tela completamente plana.

Interessante será também a combinação de cores, que apenas tem como coincidente, entre as versões, o Preto. Assim, o Pixel 6 estará disponível também em Verde e Vermelho/Laranja, enquanto a versão Pro dá ao utilizador a possibilidade de optar por um tom Branco ou um Amarelo/Bege.

O projeto Whitchapel deu origem ao Google Tensor

Conforme referimos no inicio deste artigo, um dos principais pontos interessantes sobre a nova geração Pixel passa pelo processador que os vai equipar. Várias fontes vinham abordando esta temática, garantindo que a Google vinha trabalhando num novo processador, por si desenhado e dedicado aos seus smartphones.

O projeto teria o nome 'Whitechapel' e, conforme se pode agora comprovar pelo anúncio oficial da Google, deu mesmo origem a um processador, de nome Google Tensor.

Apesar de não serem partilhados pormenores técnicos sobre este chipset, as intenções da Google com o seu lançamento são bem claras. Sendo um sistema desenhado pela própria Google, há uma integração de raiz e um trabalho desenvolvido no sentido de garantir que este responderá exatamente às necessidades dos dispositivos para os quais foi desenvolvido.

No fundo, entende-se aqui uma filosofia bem semelhante ao que a Apple consegue com os seus processadores, já que, ao garantir o seu próprio design e tendo também controlo sobre o software que coloca no mercado, torna-se possível atingir uma melhor eficiência não só para os recursos utilizados, mas também para o desempenho que se consegue tirar do produto final.

Denota-se que a Google não será a primeira empresa no mercado Android a desenhar os seus próprios processadores. Samsung e Huawei vêm desde há largos anos a lançar no mercado as linhas Exynos e Kirin, respetivamente, com resultados positivos, ainda que, nos últimos anos, a Qualcomm tenha assumido um certo domínio qualitativo face a estas opções.

Certo é que, ao contrário de Samsung e Huawei, a Google terá controlo não só sobre os processadores, mas também sobre o sistema operativo, pelo que a relação entre hardware e software nos novos Pixel 6 e Pixel 6 Pro deverá ser (em teoria) superior a qualquer outra opção no mercado Android.

As três opções de cor do Pixel 6.

E por falar em sistema operativo, a Google veio confirmar que o Android 12 será a versão a correr de fábrica nos novos Pixel 6, algo que, de resto, seria já o cenário mais expectável.

Com a nova versão do sistema operativo, a Google deverá trazer todo um novo design na linguagem Material U, naquela que deverá ser a maior mudança do sistema operativo Android (pelo menos, a nível estético), desde o Android 5.0 Lollipop.

Voltando ao Google Tensor, a gigante tecnológica anunciou ainda um grande foco na inteligência artificial e no machine learning, garantindo que o novo processador conseguirá dar ao smartphone (e, consequentemente, ao utilizador) capacidades nestas duas áreas que nenhum outro system on chip alguma vez conseguiu.

A empresa foi mais além ao afirmar que estes são os dois principais motivos pelos quais optou pelo desenvolvimento do seu próprio processador, o que acaba por ir de encontro à filosofia por detrás deste tipo de aposta pelas fabricantes de smartphones, já que lhes permite desenhar um produto conforme as suas necessidades.

Por fim, cabe-nos ainda abordar um capítulo no qual os smartphones Pixel tendem a exceder as expectativas. Se nas passadas gerações a Google tem apostado nos mesmos sensores fotográficos, os novos Pixel 6 vão estrear novos sensores e que, auxiliados pelo Google Tensor, deverão elevar a fotografia mobile para outro patamar.

As três opções de cor do Pixel 6 Pro.

Já na gravação de vídeo, onde os smartphones Pixel têm perdido terreno face aos excelentes resultados da Apple, haverá também um grande salto qualitativo, com várias fontes a garantir que os novos smartphones superam categoricamente o iPhone 12 Max.

Pois bem, a Google não avançou com detalhes técnicos sobre as câmaras dos Pixel 6 e Pixel 6 Pro, mas será quase certo que teremos os mesmos sensores principal e grande-angular, enquanto a versão Pro terá também direito a uma câmara telephoto com zoom ótico 4x.

Certo é que, para conhecermos na totalidade os novos Pixel 6 e Pixel 6 Pro teremos de aguardar mais alguns meses. Apesar desta extensiva preview, a Google guardou para o outono de 2021 a apresentação oficial, pelo que até lá teremos de aguardar para conhecer na integra os novos smartphones.

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