Ciência

Que história contam as moléculas orgânicas encontradas em Marte?

Eduardo Silva
26 de Nov de 2021
2 minutos de leitura
Photo by Planet Volumes / Unsplash

Marte é o planeta mais próximo da Terra e o que tem merecido maior curiosidade por parte dos nossos cientistas, devido a todos os artefactos e sinais de que a existência de vida pode já ter sido uma realidade no planeta vermelho. Os sinais concretos são poucos, mas as pistas começam a acumular-se e o ser humano vai montando um puzzle que cada vez mais fascina a ciência.

O rover espacial Curiosity descobriu recentemente novas moléculas orgânicas em Marte, de onde se destaca o ácido benzoico e o amoníaco. Segundo os cientistas da NASA, esta descoberta é algo surpreendente, com Sanjeev Gupta, em entrevista à Inverse, a confirmar que a descoberta foi até inesperada: "Não esperávamos poder encontrar (moléculas) orgânicas em depósitos de dunas de areia."

Segundo a equipa que acompanha o rover espacial Perseverance, esta descoberta era altamente improvável, especialmente no bom estado de conservação das moléculas encontradas. Para os cientistas, a radiação ionizante que torna inabitável o planeta é também capaz de destruir este tipo de moléculas, pelo que acabam por se tornar um tesouro em Marte.

Maëva Millan, cientista pós-doutorada que integra o NASA Goddard Spaceflight Center, adiantou à Inverse que ainda está a "procurar os sinais biológicos" nas moléculas encontradas. No entanto, garante que estas serão capazes de revelar um pouco mais sobre a história de Marte e sobre a habitabilidade do planeta.

Quanto ao rover Curiosity, este é mais um feito para o veículo autónomo na sua missão espacial. Atualmente, a par do Curiosity, encontramos em Marte também o rover Perseverance. Ambos mantém a missão de encontrar sinais biológicos no planeta vermelho e estudar todo o terreno que conseguirem cobrir diariamente.

Apesar deste sucesso mais recente, o Curiosity já havia encontrado em 2018 moléculas orgânicas em rochas sedimentares com três mil milhões de anos. Ao contrário do Perseverance, que está desenhado para fazer a recolha de amostras, o Curiosity está equipado com o seu próprio laboratório de análise para as amostras recolhidas, conhecido como o sistema "SAM" (Sample Analysis at Mars).

Já o Perseverance possui um sistema de recolha e armazenamento das amostras  chamado  Adaptive Caching Assembly System, que é composto por sete motores e cerca de 3,000 partes. O sistema foca-se na recolha e preparação dessas mesmas amostras que, após o rover completar a sua missão, serão deixadas para trás em segurança e recolhidas numa missão espacial a acontecer dentro de dez anos.

Fonte: Inverse

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